Madeira engenheirada ganha altura e corta carbono nas grandes obras
A madeira engenheirada, conhecida internacionalmente como mass timber, reúne produtos como a madeira laminada colada (MLC ou glulam) e a madeira laminada cruzada (CLT). São peças estruturais grandes, fabricadas em indústria, que substituem parte do concreto e do aço em edifícios de vários andares.
Menos carbono na estrutura
A principal vantagem é a redução do carbono incorporado, aquele emitido na produção, transporte e montagem dos materiais. Diferente do carbono de operação, que pode ser reduzido ao longo da vida do prédio, o incorporado fica travado quando a obra termina. Por isso, a escolha da estrutura é decisiva.
O novo edifício da Under Armour em Baltimore, projetado pela Gensler, reduziu mais de 69% do carbono incorporado ao trocar aço e concreto por madeira engenheirada
O Limberlost Place, em Toronto, teve redução de 30% em relação a uma estrutura de concreto; curiosamente, a parte enterrada em concreto respondeu por 40% do carbono total do prédio
A Academic Wood Tower, da Universidade de Toronto, prevista para 2026, deve ser a torre acadêmica de madeira mais alta do mundo
Normas que permitem crescer
Até 2022, prédios desse tipo em Toronto só podiam ter seis pavimentos. Hoje, o Canadá permite até 18 andares em madeira engenheirada, mesmo limite adotado pelo código internacional de construção americano de 2021.
Cuidados
Especialistas lembram que é fundamental garantir origem responsável da madeira, com manejo florestal certificado. Também é preciso cuidar da umidade na obra e detalhar bem as ligações. O estudo Mass Timber Tipping Point, da Architecture 2030, aponta que a técnica ainda não cresce na velocidade do seu potencial, por falta de experiência e de cadeia produtiva em muitas regiões.
Fontes
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.




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