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LEED v5 entra em vigor: medir o carbono dos materiais passa a ser obrigatório

Foto do escritor: Archanjo Stocler Delabianca
Archanjo Stocler Delabianca
há 2 horas
1 min de leitura

A certificação LEED, criada pelo Green Building Council dos Estados Unidos e usada em projetos no mundo inteiro, inclusive no Brasil, mudou de patamar. Desde 1º de julho de 2026, todo novo projeto registrado precisa seguir a versão 5 do sistema.

O que muda

  • Medir o carbono incorporado da construção passa a ser pré-requisito, e não mais opcional

  • Cerca de metade dos créditos disponíveis se concentra em descarbonização: energia de operação, carbono incorporado, fluidos refrigerantes e emissões de transporte

  • Para o nível Platinum, é exigida redução mínima de 20% no carbono incorporado, além de eletrificação completa e 100% de energia renovável

Da filosofia ao cronograma

Segundo análise da COR Advisors, a arquitetura sustentável deixou de ser uma filosofia de projeto e virou um cronograma de exigências. Para escritórios de arquitetura e construtoras, isso significa trazer o cálculo de carbono para o início do projeto, quando as decisões têm mais impacto.

Como se preparar

  • Fazer análise de ciclo de vida já no estudo preliminar

  • Comparar alternativas estruturais, como concreto com adições, aço reciclado e madeira

  • Exigir declarações ambientais de produto dos fornecedores

  • Avaliar reuso de estruturas existentes antes de demolir

Mesmo quem não busca o selo pode usar a lógica do LEED v5 como roteiro: medir, comparar e escolher os materiais com menor impacto.

Fontes

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.

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