Como um projeto canadense cortou 34% do carbono incorporado em zona sísmica
O Carbon Leadership Forum da Colúmbia Britânica, no Canadá, premia projetos que se destacam na redução do carbono incorporado. Entre os destaques da edição 2026 está um grande edifício projetado para padrão LEED Gold, que alcançou redução de 34% no carbono incorporado em uma das zonas sísmicas mais exigentes do país.
As estratégias
Uso em grande escala de madeira engenheirada, dimensionada para exigências sísmicas rigorosas
Concretos de baixo carbono, com alto teor de materiais cimentícios suplementares, que substituem parte do cimento
Paredes de taipa, de terra compactada
Otimização das ligações estruturais
Integração entre arquitetura e estrutura desde o início
Prioridade a materiais locais, reduzindo emissões de transporte
Como o carbono foi medido
A equipe analisou as fases de produção, transporte, uso e fim de vida dos materiais, e considerou o carbono que a madeira armazena. O projeto também gerou cerca de 950 empregos locais.
A principal lição
Segundo os responsáveis, o caso mostra que edifícios grandes e econômicos em madeira engenheirada, com reduções de carbono abaixo das metas do setor, são viáveis mesmo em zonas de alto risco sísmico. Para o Brasil, que não enfrenta esse tipo de risco na maior parte do território, o recado é ainda mais animador: as estratégias são replicáveis com menos complexidade estrutural.
Fontes
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.




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