Sabedoria antiga contra o calor: lições da arquitetura vernacular
Antes do ar-condicionado, povos de climas quentes desenvolveram ao longo de séculos estratégias engenhosas para manter as casas frescas. Com as ondas de calor cada vez mais frequentes, arquitetos e organismos internacionais voltam a olhar para essas soluções.
Exemplos que atravessaram o tempo
Torres de vento no Oriente Médio, que captam a brisa e empurram o ar fresco para dentro da casa
Havelis indianas, com pátios internos que sombreiam e ventilam os cômodos
Casas mediterrâneas de paredes grossas e cores claras, que demoram a esquentar
Pátios com água e vegetação, que resfriam o ar por evaporação
Por que voltar a elas
O Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR) destaca que algumas das respostas mais eficazes ao calor extremo foram testadas por séculos, e que revisitar a arquitetura passiva pode trazer lições importantes em um mundo dependente de refrigeração mecânica e vulnerável a quedas de energia. O escritório americano HKS cita a torre de vento como exemplo de solução passiva que pode ser combinada com tecnologia atual.
E a tradição brasileira?
O Brasil também tem seu repertório: varandas profundas, beirais largos, telhas cerâmicas ventiladas, muxarabis, cobogós e pés-direitos altos das casas coloniais e modernistas. Arquitetos como Lúcio Costa e Lina Bo Bardi souberam traduzir esses elementos para uma linguagem contemporânea. São soluções que continuam atuais e muito adequadas ao clima do Nordeste.
Fontes
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.




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