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O retorno do feito à mão: design imperfeito e artesanal ganha espaço

Foto do escritor: Archanjo Stocler Delabianca
Archanjo Stocler Delabianca
há 2 horas
1 min de leitura

Nas previsões de design para 2026, a Dezeen ouviu designers e concluiu que o setor pode viver uma mudança há muito esperada: a ascensão de um design menos polido, com cara de feito à mão. Em vez de superfícies perfeitas, ganham valor peças que mostram o processo, o material e quem as fez.

Por que agora

A Domus Academy, escola de design de Milão, aponta o retorno do toque humano como um dos temas centrais de 2026: artesanato e longevidade passam à frente do design rápido e passageiro. O tema oficial do Salone del Mobile 2026 reforçou a ideia ao propor a maestria artesanal unida à inovação como linguagem do futuro.

No design de produto, a tendência aparece como busca por longevidade, possibilidade de reparo e conexão emocional, em oposição ao descartável. Até no mundo da imagem há reflexo: um relatório de fotografia para design destacou que imagens muito polidas por inteligência artificial estão perdendo apelo para um visual mais humano.

Como trazer para casa

  • Cerâmicas e louças de ateliê no lugar de peças industriais idênticas

  • Tecidos de tear manual, como mantas, tapetes e almofadas

  • Marcenaria com encaixes aparentes e madeira natural

  • Revestimentos artesanais, como ladrilho hidráulico e azulejo pintado

  • Valorizar artesãos da própria região

No Nordeste, com tradição forte em renda, cerâmica, palha e madeira, essa tendência é uma oportunidade de unir projeto contemporâneo e cultura local.

Fontes

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.

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