O retorno do feito à mão: design imperfeito e artesanal ganha espaço
Nas previsões de design para 2026, a Dezeen ouviu designers e concluiu que o setor pode viver uma mudança há muito esperada: a ascensão de um design menos polido, com cara de feito à mão. Em vez de superfícies perfeitas, ganham valor peças que mostram o processo, o material e quem as fez.
Por que agora
A Domus Academy, escola de design de Milão, aponta o retorno do toque humano como um dos temas centrais de 2026: artesanato e longevidade passam à frente do design rápido e passageiro. O tema oficial do Salone del Mobile 2026 reforçou a ideia ao propor a maestria artesanal unida à inovação como linguagem do futuro.
No design de produto, a tendência aparece como busca por longevidade, possibilidade de reparo e conexão emocional, em oposição ao descartável. Até no mundo da imagem há reflexo: um relatório de fotografia para design destacou que imagens muito polidas por inteligência artificial estão perdendo apelo para um visual mais humano.
Como trazer para casa
Cerâmicas e louças de ateliê no lugar de peças industriais idênticas
Tecidos de tear manual, como mantas, tapetes e almofadas
Marcenaria com encaixes aparentes e madeira natural
Revestimentos artesanais, como ladrilho hidráulico e azulejo pintado
Valorizar artesãos da própria região
No Nordeste, com tradição forte em renda, cerâmica, palha e madeira, essa tendência é uma oportunidade de unir projeto contemporâneo e cultura local.
Fontes
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.




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